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Esportes
No Brasil o Emiliano-Romagnolos também se destacaram nos esportes com os irmãos Fabbi que foram importantes jogadores de futebol; a Associação Atlética Ramenzoni, nascida por intermédio dos funcionários da destacada Fábrica de Chapéus Ramenzoni; o empresário Alberto Bonfiglioli, que foi um grande dirigente esportivo e chegou a ser vice-presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Sem falar na presença da empresa Parmalat, que patrocinou o piloto Nelson Piquet em uma parceria com a equipe australiana Brabham, e depois patrocinou os clubes de futebol Palmeiras, Boca Juniors e Peñarol, todos ligados à colônia italiana em seus países.
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Esportes
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Luigi Salvatore Fabbi
Luigi Salvatore Fabbi e Arturo Fabbi tiveram enorme importância para o desenvolvimento do futebol no Brasil. Luigi Fabbi nasceu em 1890, na cidade de San Secondo Parmense, na região da Emilia-Romagna. Sua família chegou ao Brasil em 1891 e se instalou na cidade de São Paulo, igual a grande maioria dos imigrantes italianos da época.
Com o crescimento do futebol em terras brasileiras, não demorou que o jovem Luigi se interessasse pelo esporte e então começou a jogar nos campos de várzea da capital. Em 1910, Luigi foi o autor de algo que o imortalizou. Logo após a fundação do Sport Clube Corinthians Paulista, em setembro, ele foi selecionado pela diretoria alvinegra e tornou-se jogador da primeira equipe do clube.
Participou do primeiro jogo (derrota por 1 a 0 para o União Lapa) e depois, no segundo jogo do alvinegro, ele marcou o primeiro gol da história do Corinthians na vitória por 2 a 0 contra o Estrela Polar (o segundo gol foi marcado pelo inglês George Campbell).
Luigi Fabbi faleceu em São Paulo, no ano de 1966.
Irmãos Fabbi
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Arturo Fabbi
Já Arturo Fabbi nasceu em São Paulo, em 1894, e também se inscreveu para jogar no Corinthians logo após a fundação do clube. Os dois seguiram no Corinthians até 1913, ano que o clube conseguiu a vaga no campeonato paulista oficial. Porém, um comerciante do Bom Retiro, entusiasmado com o Corinthians no campeonato principal, ofereceu um jogo de uniformes e uma bandeira para a diretoria em troca de seu filho entrar para o elenco de jogadores. Os diretores corintianos toparam e deram a vaga de Arturo Fabbi, na equipe reserva, para o filho do comerciante. Revoltados, os irmãos Fabbi brigaram com a diretoria e deixaram o Corinthians.
No ano seguinte, 1914, eles se inscreveram no Concórdia, um dos principais rivais da época da várzea do Corinthians. Pelo Concórdia, disputaram e venceram o campeonato da Liga Paulista de Esportes. Já em 1915, mudaram novamente de clube e se inscreveram no Palestra Itália (atual Palmeiras). Pelo Palestra, Luigi jogou apenas amistosos, enquanto seu irmão Arturo se tornou um craque. Atuou cinco anos pelo time principal do Palestra Itália e ganhou o campeonato paulista de 1920, o primeiro da história alviverde.
Em 1921, Arturo se mudou para Minas Gerais e passou a jogar pelo Palestra Itália de Belo Horizonte (atual Cruzeiro). Encerrou a carreira em 1928, e no mesmo ano tornou-se treinador de futebol. Foi o técnico do primeiro título estadual do Palestra mineiro. Depois foi contratado para ser técnico da Lazio e viveu dois anos em Roma. Voltou para o Brasil e dirigiu o Palestra paulista, sendo campeão em 1936. Ainda treinou o América Mineiro e novamente o Palestra mineiro. Encerrou sua carreira em 1939.
Arturo Fabbi também faleceu em São Paulo, mas não temos a data de sua morte.
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Associação Atlética Ramenzoni
Este clube esportivo foi criado pelos funcionários da Fábrica de Chapéus Ramenzoni no final dos anos 1920. A fábrica foi fundada pelos irmãos Dante e Lamberto Ramenzoni, nascidos na Emília-Romagna. Dante, em 1870, na cidade de Bologna. Já o irmão Lamberto nasceu em Parma, em 1879.
A família imigrou para o Brasil em 1892 e, dois anos depois, morando em São Paulo, no bairro do Cambuci, inauguraram a fábrica de chapéus. Consolidada como uma das maiores do ramo, no início dos anos 1920 os irmãos criaram a “Taça Ramenzoni”, disputada em provas de atletismo.
Já pelo final da mesma década, os funcionários da empresa criaram um time de futebol. Isso acabou evoluindo para o nascimento da Associação Atlética Ramenzoni, com amplo apoio dos donos da fábrica, contando com equipes de futebol, basquete, natação, atletismo e xadrez.
O time de futebol disputava a Liga Comercial & Industrial e depois chegou a ser filiado à APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), principal entidade do futebol paulista, com a participação nas competições da categoria amadora.
A associação esportiva teve o seu fim no começo dos anos 1970, quando os descendentes dos fundadores já estavam atuando no ramo de papéis para embalagens e venderam a fábrica de chapéus para outro grupo empresarial.
Dante Ramenzoni também foi fundador da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo. Ele faleceu na Itália, em 1941.
Lamberto Ramenzoni faleceu em Roma, no ano de 1953.
Alberto Bonfiglioli
Nascido em Bologna, no ano de 1897, Alberto Bonfiglioli era filho de uma das mais tradicionais famílias da cidade. Seus pais eram Victor e Rosa Bonfiglioli. Ele fez os estudos primários no Liceu Salesiano de Milão e, em 1910, a família resolveu imigrar para o Brasil. Dessa maneira, Alberto Bonfiglioli fez o curso secundário e depois a graduação na Escola de Comércio, onde conseguiu o diploma em Ciências Econômicas em 1918.
Apesar da intensa atividade empresarial, Alberto Bonfiglioli conseguiu tempo para se dedicar como dirigente esportivo. Associado do Palestra Itália (atual Palmeiras) desde 1917, Bonfiglioli se destacou por ajudar financeiramente o clube nos momentos de dificuldade. Nos anos 1940, quando o governo de Getúlio Vargas proibiu que clubes e associações fundadas no Brasil tivessem presidentes estrangeiros, Bonfiglioli ocupou o cargo de vice na gestão do presidente Higino Pellegrino (nascido no Brasil).
Ajudou muito durante a transição do nome de Palestra Itália para Palmeiras. Além do apoio ao futebol, também apoiava outras modalidades como atletismo, natação e tênis. Pagava do próprio bolso troféus e medalhas que eram entregues nas disputas destes esportes em São Paulo. Sua esposa foi uma das primeiras mulheres a serem diretoras em um clube de futebol, quando assumiu o Departamento de Tênis da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Alberto Bonfiglioli faleceu em São Paulo, em 1967.
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Fundada por Calisto Tanzi na cidade de Collecchio, província de Parma, em 1961, a Parmalat é uma das maiores empresas do mundo no ramo de laticínios. Em 2019 a empresa foi adquirida pelo grupo francês Lactalis.
Durante o auge da administração de seu fundador, a Parmalat sempre foi um nome associado ao esporte. Primeiro patrocinando a equipe Brabham da Fórmula 1. Foi nesta época que a escuderia australiana foi bicampeã mundial com o piloto brasileiro Nelson Piquet nos anos 1981 e 1983.
Nos anos 1990 a Parmalat patrocinou grandes clubes de futebol como o Boca Juniors (Argentina), Peñarol (Uruguai) e o poderoso Real Madrid (Espanha). Além disso, participou da cogestão esportiva do Parma, na Itália, e do Palmeiras, no Brasil. Todos os clubes por ela patrocinados ganharam importantes campeonatos durante o período, mas sem dúvida nenhuma os grandes destaques foram o Parma e o Palmeiras.
A cogestão com o Palmeiras durou oito anos, entre 1992 e 2000, e garantiu ao clube alviverde a conquista de 11 títulos de expressão, foram eles: Campeonato Paulista em 1993, 1994 e 1996; Torneio Rio-São Paulo em 1993 e 2000; Copa do Brasil em 1998; Copa dos Campeões de Brasil em 2000; Campeonato Brasileiro em 1993 e 1994; Copa Mercosul em 1998 e a Taça Libertadores da América em 1999.
Foi neste período que grandes nomes do futebol brasileiro como Edmundo, Roberto Carlos, Djalminha, Rivaldo, Cafú, Arce, Paulo Nunes, Zinho, Alex e Oséas, além dos treinadores Wanderley Luxemburgo e Luís Felipe Scolari, passaram pelo clube do Parque Antárctica.
Representavam a Parmalat, no Brasil, os executivos Gianni Grisendi (presidente da empresa para a América Latina), José Carlos Brunoro, Marcos Bagatella e Vincenzo Roma como executivos das parcerias esportivas.
Vale ressaltar que a Parmalat também participou da gestão esportiva do Juventude, de Caxias do Sul, vencendo a Copa do Brasil de 1999, contra o Botafogo dentro de um Maracanã com cem mil torcedores.
Já a cogestão com o Parma também rendeu muitos frutos ao clube. A equipe contou com nomes de destaque do futebol italiano como o zagueiro Carlo Ancelotti (hoje treinador multi-campeão por Milan e Real Madrid), o goleiro Buffon e o meio campista Dino Baggio (irmão de Roberto Baggio).
Durante o auge da parceria, o Parma venceu três vezes a Copa da Itália em 1991-1992, 1998-1999 e 2001-2002; a Supercopa da Itália em 1999; duas Copas da UEFA (atual Liga Europa) em 1994-1955 e 1998-1999; e a Supercopa da UEFA em 1993.
Ainda nos anos 1990 a empresa criou a Copa Parmalat, disputada entre os clubes por ela patrocinados. Disputada entre 1993 e 1998, o Peñarol do Uruguai venceu em quatro oportunidades, o Parma e o Neza Club (México) venceram uma edição cada.
A Presença da Emilia-Romagna no Brasil:
Uma Conexão Automobilística e Cultural
A Emilia-Romagna, conhecida como o “Vale dos Motores” (Motor Valley), é um símbolo mundial da excelência automobilística. Lar de marcas icônicas como Ferrari, Lamborghini, Ducati, Maserati, Morini e Pagani, a região também abriga circuitos lendários, como o Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola. Essa excelência se conecta ao Brasil não apenas pela admiração por seus carros e motos, mas também por meio de uma figura que uniu essas duas culturas: Ayrton Senna.
Senna, um dos maiores ícones da Fórmula 1, deixou uma marca indelével na Emilia-Romagna e, particularmente, em Imola. Foi nesse circuito que ele viveu momentos inesquecíveis de sua carreira e onde, tragicamente, sua trajetória foi interrompida em 1994. Desde então, Imola tornou-se um local de memória e homenagem ao piloto brasileiro, atraindo fãs de todo o mundo que reverenciam sua história e seu legado.
Essa conexão, no entanto, é uma via de mão dupla. Enquanto o Brasil é profundamente influenciado pela excelência automobilística da Emilia-Romagna, a presença de Ayrton Senna na região representa um impacto inverso: a marca do Brasil no coração italiano. A admiração dos italianos por Senna e o papel central que sua memória desempenha em Imola revelam como ele se tornou parte do patrimônio cultural da Emilia-Romagna, refletindo o respeito e a admiração por um ícone global que leva consigo a alma brasileira.
Além de Senna, a influência da Emilia-Romagna no Brasil é evidente nos carros esportivos e de Fórmula 1, que simbolizam a paixão pela velocidade, pelo design e pela inovação. Mas o legado não se restringe a produtos de luxo. A conexão entre descendentes emiliano-romagnolos e o Brasil ajudou a criar uma cultura automobilística vibrante, seja na organização de eventos ligados ao setor, seja no desenvolvimento de novas tecnologias.
No fim, a relação entre o Brasil e a Emilia-Romagna, especialmente no automobilismo, transcende a técnica e a economia. É um vínculo cultural e emocional, movido pela paixão pela velocidade e pela busca incessante pela excelência – uma troca que continua a inspirar e fortalecer os laços entre essas duas terras.
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Visitas dos times Emiliano-Romagnolos ao Brasil
O grande Bologna foi sete vezes campeão italiano ao conquistar as temporadas 1924-25, 1928-29, 1935-36, 1936-37, 1938-39, 1940-41 e 1963-64.
O time visitou o Brasil em 1929 quando jogou amistosos contra a Seleção Paulista, Palestra Itália e Corinthians.
O Parma também jogou contra o Palmeiras em 1992.
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